Oswald de Andrade, alguém?

“Eles imaginam um sistema em que todos os indivíduos mantêm um registro público dos seus bens, com o valor livremente fixado pelos proprietários. Há, porém, duas importantes condições. Sobre o valor total dos bens, é cobrado um imposto, uma espécie de IPTU. Mais importante: o proprietário deve estar pronto para vender obrigatoriamente seus bens caso apareça algum comprador que ofereça um valor maior do que o registrado por ele. Nesse sistema de “leilão perpétuo”, segundo argumentam Weyl e Posner, os indivíduos são incentivados a declarar seus bens pelo seu real valor para não perdê-los.

O sistema, batizado pelos autores de COST, oferece, segundo eles, várias vantagens: pode redistribuir renda ao propiciar a arrecadação de um imposto para financiar, por exemplo, um fundo para renda universal básica; e garante a alocação dos bens para os indivíduos que possam fazer melhor uso produtivo deles. Como observou o economista brasileiro Edmar Bacha, entusiasta do livro, no sistema imaginado por Weyl e Posner, os capitalistas deixam de ser proprietários e viram posseiros.”