A coisa mais difícil é ter gente inteligente e sem susceptibilidades para conversar. Inteligência se encontra, mas o tecido do pensamento é a coragem

https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2019/06/george-soros-viktor-orban-ceu/588070/?fbclid=IwAR2eYyOGrgCXpQPBk4kliuKE5OJi4kkLWZJPEglMmuL_hoKeoKbXaEJVJuk

Os novidadistas pregando o fim do trabalho talvez não percebam que, quando falamos em trabalho, falamos sempre em trabalho alienado – ninguém se refere à hortinha que planto em casa, à mera atividade humana. E que o trabalho até aqui se expandiu, avançou (no quanto toma da vida, ie, da liberdade) ao lado da automação. Porque a chave é mesmo essa: “alienado”. As relações de trabalho são as relações de sujeição admitidas com o fim da escravidão. A automação não nos fará livres – nem desocupados – porque não somos os donos dela. Muito pelo contrário, é um processo verticalizante. Se não tivermos nada de útil para fazer, seguiremos trabalhando na construção da nossa própria sujeição – e na dos outros. Vide bulshit jobs do Graeber, etc.

Que discaço. Nana, Nelson Angelo, Novelli – 1974
https://www.youtube.com/watch?v=TiZ3peyYlWE