Oswald de Andrade, alguém?

“Eles imaginam um sistema em que todos os indivíduos mantêm um registro público dos seus bens, com o valor livremente fixado pelos proprietários. Há, porém, duas importantes condições. Sobre o valor total dos bens, é cobrado um imposto, uma espécie de IPTU. Mais importante: o proprietário deve estar pronto para vender obrigatoriamente seus bens caso apareça algum comprador que ofereça um valor maior do que o registrado por ele. Nesse sistema de “leilão perpétuo”, segundo argumentam Weyl e Posner, os indivíduos são incentivados a declarar seus bens pelo seu real valor para não perdê-los.

O sistema, batizado pelos autores de COST, oferece, segundo eles, várias vantagens: pode redistribuir renda ao propiciar a arrecadação de um imposto para financiar, por exemplo, um fundo para renda universal básica; e garante a alocação dos bens para os indivíduos que possam fazer melhor uso produtivo deles. Como observou o economista brasileiro Edmar Bacha, entusiasta do livro, no sistema imaginado por Weyl e Posner, os capitalistas deixam de ser proprietários e viram posseiros.”

Caio Almendra:

Eu vou falar uma das coisas mais óbvias, manjadas e clichês mas que parece que ainda se faz necessária.

No livro Marighella, de Mário Magalhães, se comenta um dos defeitos fundamentais da estrutura da luta armada. O recrutamento se dava em universidades. E apenas 1-2% da população com idade universitária estava nas universidades. 98% dos brasileiros não iam para a universidade.

Era a bolha. Não-digital mas uma bolha ainda assim.

Esse número melhorou bastante. Hoje, o número está mais para 16-17%. Só tem uma questãozinha: são os mesmos 2% que estão na universidade pública no Brasil. Toda a expansão da universidade pública conseguiu pouco mais do que acomodar o aumento populacional brasileiro dessas cinco décadas. Mais de 82% dos universitários brasileiros estão em instituições privadas.

A universidade é essencial. A universidade pública é essencial.

Mas o chamado “circuito universitário”, o hábito de rodar e organizar apenas pelas universidades públicas, não será suficiente nem para defender as universidades públicas. Quiçá para barrar a Reforma da Previdência.

De canais telegram a blogs

O primeiro recurso da plataforma está em fase de testes, mas já bastante funcional: um bot que lê canais de telegram e alimenta blogs (criados gratuitamente na plataforma, mas posteriormente hospedados onde quer que seja, por quem quer que seja, com a publicação do nosso plugin de wordpress).

Os dois primeiros canais inscritos são:

http://caramurivis.plataforma.cc
e
http://monolipe.plataforma.cc

Estamos abertos para mais interessados – basta entrar no grupo telegram – t.me/plataformacc – para receber as informações. O usuário tem acesso ao seu wordpress com todos os recursos disponíveis, e pode tanto editar os posts importados do telegram quanto criar conteúdo diretamente no blog.

Os próximos recursos serão na direção de transformar o wordpress, através de um plugin, em um tipo de rede social descentralizada, com timeline gerida de forma completamente autônoma. Nos próximos meses isso já deve entrar em fase experimental.

http://plataforma.cc/2019/05/02/de-canais-telegram-a-blogs/

“Like coal, capitalism has brought many benefits. But, like coal, it now causes more harm than good. Just as we have found means of generating useful energy that are better and less damaging than coal, so we need to find means of generating human wellbeing that are better and less damaging than capitalism.

“There is no going back: the alternative to capitalism is neither feudalism nor state communism. Soviet communism had more in common with capitalism than the advocates of either system would care to admit. Both systems are (or were) obsessed with generating economic growth. Both are willing to inflict astonishing levels of harm in pursuit of this and other ends. Both promised a future in which we would need to work for only a few hours a week, but instead demand endless, brutal labour. Both are dehumanising. Both are absolutist, insisting that theirs and theirs alone is the one true God.

“So what does a better system look like? I don’t have a complete answer, and I don’t believe any one person does. But I think I see a rough framework emerging. Part of it is provided by the ecological civilisation proposed by Jeremy Lent, one of the greatest thinkers of our age. Other elements come from Kate Raworth’s doughnut economics and the environmental thinking of Naomi Klein, Amitav Ghosh, Angaangaq Angakkorsuaq, Raj Patel and Bill McKibben. Part of the answer lies in the notion of “private sufficiency, public luxury”. Another part arises from the creation of a new conception of justice based on this simple principle: every generation, everywhere, shall have an equal right to the enjoyment of natural wealth.

“I believe our task is to identify the best proposals from many different thinkers and shape them into a coherent alternative. Because no economic system is only an economic system but intrudes into every aspect of our lives, we need many minds from various disciplines – economic, environmental, political, cultural, social and logistical – working collaboratively to create a better way of organising ourselves that meets our needs without destroying our home.

“Our choice comes down to this. Do we stop life to allow capitalism to continue, or stop capitalism to allow life to continue?”