Deve ser um sintoma da fase terminal do debate público a novelização, a pessoalização: toda e qualquer causa parece precisar de um mártir, de uma narrativa espetacular. Pelo contrário, é exatamente assim que se pode fragilizar uma causa que é de muitos – quase todos. O debate em si é rebaixado, assim como os verdadeiros […]

Tem aquela passagem clássica de Adorno, que, entrevistando um maquinista de trens que levavam a Aushwitz, obtém em síntese um “Eu apenas gosto de boas máquinas”