Nesse momento o carro do ovo passa pela rua ao mesmo tempo que o novo CARRO DO LEITE. Capitalismo tardio, capitalismo de vigilância, capitalismo de plataforma, e ninguém estudando a nova fase aqui: o capitalismo do carro de som.

^ Mandou muito bem. O reality show como a forma empresa neoliberal – é preciso se submeter a tudo não para ascender, mas para não ser eliminado. O participante como um trabalhador precarizado do espetáculo. Podia ser feita outra analogia: a famigerada “cancel culture” da esquerda é um reality show – vota-se a eliminação de pessoas (via perda de emprego, ostracização, etc.).

https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/itamaraty-censura-filme-sobre-chico-buarque-no-uruguai.html?fbclid=IwAR0ODWKpKDECa-6qmmTF_sOSjDXhWjTJJYDu-D1CbtBuVtXFIglMQr8cgCo

Se os identitários rejeitam a razão e defendem que tudo o que existe são relações de poder, isto é no máximo um manifesto de sua própria disposição ao irracionalismo, à censura e perseguição pessoal de dissonantes. Deviam, por esta perspectiva, ser encarados como inimigos naturais de uma universidade que ainda acreditasse que seu propósito é a produção de conhecimento (é essa a premissa, aliás, que fez com que a sociedade historicamente aceitasse financiá-la, o que vem mudando, infelizmente). Em vez disso, hegemonizaram já boa parte dela, e só faz piorar.

Justamente por essa mecânica de difamação e ostracização de opositores, poucos se levantam contra nossos ilustrados bárbaros. Aqui, um bom apanhado do fenômeno.”

https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2019-09-10/how-comfort-college-dogma-conquered-reason-and-evidence?fbclid=IwAR0mEnGdE1B_EXcopJ2Rw7gL4XN0kvqWlpGfaIgCd4eFOWpUmtQZD384UPM