“What Orwell failed to predict is that we’d buy the cameras ourselves, and that our biggest fear would be that nobody was watching.”—Keith Lowell Jensen

­@drunkeynesian tweeted:

Meu medo de janeiro: bolsonarismo/olavismo + generais se unirem contra o congresso.

Alívio (temporário) de maio: parece mais provável congresso + generais se unirem contra bolsonarismo/olavismo.

Civilization Is Accelerating Extinction and Altering the Natural World at a Pace ‘Unprecedented in Human History’ – The New York Times

Oswald de Andrade, alguém?

“Eles imaginam um sistema em que todos os indivíduos mantêm um registro público dos seus bens, com o valor livremente fixado pelos proprietários. Há, porém, duas importantes condições. Sobre o valor total dos bens, é cobrado um imposto, uma espécie de IPTU. Mais importante: o proprietário deve estar pronto para vender obrigatoriamente seus bens caso apareça algum comprador que ofereça um valor maior do que o registrado por ele. Nesse sistema de “leilão perpétuo”, segundo argumentam Weyl e Posner, os indivíduos são incentivados a declarar seus bens pelo seu real valor para não perdê-los.

O sistema, batizado pelos autores de COST, oferece, segundo eles, várias vantagens: pode redistribuir renda ao propiciar a arrecadação de um imposto para financiar, por exemplo, um fundo para renda universal básica; e garante a alocação dos bens para os indivíduos que possam fazer melhor uso produtivo deles. Como observou o economista brasileiro Edmar Bacha, entusiasta do livro, no sistema imaginado por Weyl e Posner, os capitalistas deixam de ser proprietários e viram posseiros.”

Caio Almendra:

Eu vou falar uma das coisas mais óbvias, manjadas e clichês mas que parece que ainda se faz necessária.

No livro Marighella, de Mário Magalhães, se comenta um dos defeitos fundamentais da estrutura da luta armada. O recrutamento se dava em universidades. E apenas 1-2% da população com idade universitária estava nas universidades. 98% dos brasileiros não iam para a universidade.

Era a bolha. Não-digital mas uma bolha ainda assim.

Esse número melhorou bastante. Hoje, o número está mais para 16-17%. Só tem uma questãozinha: são os mesmos 2% que estão na universidade pública no Brasil. Toda a expansão da universidade pública conseguiu pouco mais do que acomodar o aumento populacional brasileiro dessas cinco décadas. Mais de 82% dos universitários brasileiros estão em instituições privadas.

A universidade é essencial. A universidade pública é essencial.

Mas o chamado “circuito universitário”, o hábito de rodar e organizar apenas pelas universidades públicas, não será suficiente nem para defender as universidades públicas. Quiçá para barrar a Reforma da Previdência.